Deus, algumas considerações

04/02/2021

Olá meus amigos, mais uma vez, bem vindos, aqui começo escrevendo meu primeiro artigo, e qual melhor assunto senão falar do próprio Deus, propositalmente, vou escrever um texto bem simples e sucinto, porque esse é um tema que rende literalmente livros e horas de debates acalorados, não é esse o objetivo aqui, é só uma rápida idéia e conclusão, vamos ao assunto.

Cada sociedade vê a figura do Criador à sua maneira. Cada indivíduo, até. Para Einstein, Ele era as leis que governam o tempo e o espaço – a natureza em sua acepção mais profunda. Para os ateus, Deus é uma ilusão. Para o papa Bento 16, é o amor, a caridade. “Quem ama habita Deus; ao mesmo tempo, Deus habita quem ama”, escreveu em sua primeira encíclica.

Se Deus criou o universo, quem criou Deus? A pergunta é “absurda”, diz o matemático John Lennox, da Universidade de Oxford, na Inglaterra. A origem eterna é um dos mistérios da Divindade que não temos como explicar. Se Deus pudesse ser totalmente entendido, ele não seria Deus, mas um ser humano. Não podemos colocar Deus num laboratório para dissecá-Lo, pois Ele é transcendente e foge à compreensão humana. Para nós é difícil a idéia de que alguém não tenha uma origem pelo fato de nossa mente, mesmo inconscientemente, ser programada pela filosofia grega, para a qual tudo tem que ter um início e um fim.

Como poderia uma mente finita compreender alguém infinito? É como querer colocar todo o oceano em um simples copo de água. Deus ainda não nos revelou isto (como pode existir eternamente) porque nossa mente não está apta para entender. Não nos esqueçamos que a razão humana não é a mesma que a razão Divina. Como pode a matemática, uma criação humana, tentar entender o restante do Universo que é uma criação divina? Qual vocês acham que tem mais força? Não é desmerecer a ciência, ela pode nos dar uma noção muito boa, mas não a total compreensão da totalidade, sempre haverá o mistério, e é isso que nos instiga a buscar mais e mais.

Nossa mente, criada à imagem e semelhança de Deus, possui uma centelha divina, a luz natural (lúmen naturale), que nos da a capacidade de entender as verdades eternas. Todo o homem possui a centelha divina.

Há sempre esse argumento por parte dos negacionistas: Se Deus é todo-poderoso, criador de tudo, ele também seria criador do mal? Se Deus criou o mal, como defender sua bondade infinita? Se ele é onipotente, seria ele responsável pela miséria e infelicidade do mundo? Para Santo Agostinho, o mal não tem realidade metafísica: todo o mal não é mais que a ausência do bem, a ausência da obra divina. Ou, para ser mais preciso, o mal não é algo que foi criado, não é algo físico – o mal é o “não ser”.

Só que muitos não percebem, não se dão conta, que Deus lá em nossa origem nos deu de presente o Livre Arbítrio, ou seja, a escolha, repito, ele nos deu de presente, compreenderam? Então, se ele nos deu de presente, não pode interferir em nossas escolhas, nossas atitudes, mesmo que seja a mais terrível, ele pode reprovar, mas vai ter que respeitar a nossa decisão, mas Deus é tão Justo que junto com o Livre arbítrio veio de mãos dadas com ele outra lei sagrada a “ação e Reação” ou “Causa e Consequência”, um rápido resumo disso tudo, vc pode até escolher fazer o mal, mas terá a consequência, a reação, ou seja, vc nunca ficará isento de qualquer ação que realizar, faça o bem e receberá o bem, faça o mau e receberá o mau, é o que chamam também de a Lei do Retorno, quem planta colhe.

As guerras, conflitos, são causados pelo homem, são suas escolhas, por isso que nós temos aquela ilusão da ausência de Deus, vendo aquelas imagens terríveis de destruição, soldados, mulheres e crianças mortas, sempre temos esses questionamentos: “- Onde está esse Deus?”, mas cai naquilo que foi explicado anteriormente, “O Livre Arbítrio”, o respeito de Deus por nossas escolhas.

A grande verdade é que Deus não pune ninguém, nós mesmos nos punimos pelas nossas escolhas, nossos atos, arcamos com as consequências, cada um de nós é responsável pelo nosso Céu e pelo nosso Inferno, por isso que é dito que o Céu e o Inferno são lugares reais, existem mesmo, porém, são diferentes para cada um, somos nós que os construímos.

Vou encerrando o artigo por aqui, lembremos que Deus não é um ser e sim uma consciência e seu caminho é interno, para dentro de nós, através da oração, observação da natureza e fenômenos naturais e também com a leitura dos livros sagrados, seja a Bíblia, o Alcorão, a Torá, O livro dos Espíritos, Os Vedas e tantos outros, todos trazem um pedaço da verdade e devem ser respeitados, tal como suas religiões, grande abraço a todos. Se quiserem que falem mais sobre o assunto é só entrar em contato, vou guardar como sugestão e falar em hora oportuna.

Referências: https://biblia.com.br/perguntas-biblicas/como-deus-surgiu-de-onde-veio/

https://super.abril.com.br/historia/deus-uma-biografia/

http://www.filosofia.com.br/historia_show.php?id=114

https://guiadoestudante.abril.com.br/especiais/santo-agostinho/