MEDIUNIDADE

Sendo a mediunidade uma faculdade inerente ao ser humano,a comunicação entre os dois planos da vida sempre foi conhecida,desde tempos imemoriais, no passado esses médiuns eram chamados de sacerdotes, sacerdotisas, adivinhos, pitonisas, hoje recebemos os ensinamentos dos mestres espirituais através dos médiuns. Mediunidade é o nome atribuído à capacidade humana que permite a comunicação entre encarnados e desencarnados é o intermediário entre os dois mundos, o espiritual e o material. Essa faculdade se manifesta em todos os indivíduos de forma mais ou menos intensa, independente de religião, raça ou sexo. Por ser intrínseca ao ser, ela se manifesta em qualquer lugar ou hora. O termo médium é usado para aquela pessoa que possui uma sensibilidade especial ou mais intensa, tornando-se canal de comunicação entre o mundo físico e o extrafisico.

No entendimento do Espiritismo, mediunidade não é sagrada, não é mística, não é mágica, não é sobrenatural. Não se alcança através de rituais ou de fórmulas predeterminadas. A sua prática é racional, equilibrada, transparente, fruto da persistência e da continuidade. O seu exercício envolve objetivo, planejamento e estruturação do processo. A mediunidade não se reduz a um balcão de atendimento ao qual se recorre para resolver problemas. Não serve para dizer o que as pessoas devem fazer ou para decidir seu futuro, tolhendo o seu livre-arbítrio.

A mediunidade não é exclusiva de algumas pessoas. Ela é uma capacidade, uma faculdade do espírito, que se aperfeiçoa pelo exercício e esforço pessoal. Ela é de todo o grupo cultural e está intimamente ligada aos seus valores e sentimentos. A mediunidade não está pronta e acabada, transforma-se e modifica-se ao longo do tempo, acompanhando o momento emergente, as situações vividas pelo grupo, a evolução das pessoas.

Espiritualistas alegam que quando espíritos desejam comunicar-se, podem entrar em contato com a mente do médium ativo, e, assim, se comunicar por várias formas, como oralmente (psicofonia), pela escrita (psicografia), ou ainda se fazendo visível ao médium (vidência). Também afirmam existir a mediunidade de psicometria, que consiste em um médium ler impressões e recordações pelo contato com objetos comuns; e a mediunidade de cura, que se refere ao alegado poder de curar ou aliviar os males pela imposição das mãos ou pela prece.

Os tipos mais comuns de mediunidade são os fenômenos de efeitos materiais ou físicos que sensibilizam diretamente os órgãos dos sentidos dos observadores. Podem se apresentar sob várias formas, tais como:
materialização: de objetos, de espíritos;
transfiguração: modificação dos traços fisionômicos do próprio médium;
levitação: erguimento de objetos e/ou pessoas, contrariando a lei da gravidade;
transporte: entrada e saída de objetos de recintos hermeticamente fechados;
bilocação ou bicorporiedade: aparecimento do espírito do médium desdobrado sob a forma materializada, em lugar diferente ao do corpo;
voz direta: vozes dos espíritos que soam pelo ambiente, sem utilizar o aparelho fonador do médium. O espírito se utiliza do ectoplasma e o som sai através de uma garganta ectoplasmática;
escrita direta: palavras, frases, mensagens, escritas sem a utilização da mão do médium;
tiptologia: sinais por pancadas, formando palavras e frases inteligentes;
sematologia: movimento de objetos sem contato físico, traduzindo uma vontade, um sentimento etc.
mediunidade de efeitos intelectuais: intuição, vidência, audiência, desdobramento, psicometria, psicografia e psicofonia, comumente chamada de mecânica de incorporação.

Desenvolver a mediunidade é fácil, o difícil é desenvolver o espírito. O médium é como um canal, se estiver bem preparado através de boas doutrinas, bons ensinamentos, será um bom canal. Não adianta só praticar a mediunidade se não houver estudo, será apenas um canal entupido, a literatura espírita ou espiritualista desenvolve a mente e o coração, que desenvolvem as duas asas, a asa da sabedoria e a asa do amor, para poder voar a mundos superiores, devemos saber que só com uma asa não voaremos.

Médium que é médium tem que estudar, só prática não adianta, é a mesma coisa que ser uma lâmpada acesa em um belo jardim ensolarado, não tem serventia para nada.”

Muitos irmãos que atacam a mediunidade dizem que não existe comunicação com os mortos e usam a lei mosaica, porém, se Moisés proibiu evocar os mortos, é que estes podiam vir, pois do contrário inútil seria a proibição de algo que não existe. Ora, se os mortos podiam vir naqueles tempos, também o podem hoje. Quando esta questão é rebatida, os opositores afirmam que são demônios (e contradizem com a primeira afirmação de que é algo impossível), mas usando a lógica, se os que se comunicam são os Espíritos dos mortos, não são demônios que estão falando. 

Bom meus amigos, o que escrevi aqui foi só para vocês terem uma visão bem “superficial” do que se trata, do que é a mediunidade, se quiserem se aprofundar no assunto, recomendo lerem o livro, que considero o mais completo no assunto que é “O evangelho segundo o espiritismo” de Allan Kardec. Devem estar achando estranho também porque não falei sobre Chico Xavier, é porque farei um artigo só para ele futuramente.  Um grande abraço a todos.

Referências:

https://www.sbee.org.br/mediunidade/

https://legiaopublicacoes.com.br/o-que-e-mediunidade-20

https://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2012/06/M%C3%B3dulo-1-Tema-1-Evolu%C3%A7%C3%A3o-Hist%C3%B3rica-da-mediunidade.pdf

http://letraespirita.blogspot.com/2016/12/motivos-pelos-quais-moises-proibiu.html