O MISTERIOSO NÚMERO SETE

29/11/2021

Olá meus amigos, fiquei um bom tempo sem postar, não foi falta de tempo, porque tempo se arruma. Trabalho, faculdade e pós graduação, não é fácil, mas vamos seguindo. Resolvi compartilhar com vocês um tema que me agrada muito, o misterioso número 7, se observamos, ele está sempre presente em nossas vidas, mais do que imaginamos, como fiquei um bom tempo sem postar, decidi escrever uma matéria extensa, de uma maneira um pouco diferente, falando sobre as particularidades do número 7, mesclando com curiosidades históricas, observo bem, são apenas alguns exemplos e dentro destes exemplos, me aprofundei, este artigo é praticamente uma transcrição completa do livro “Histórias que a história não contou” do autor Edgar de Carvalho, leiam com calma e aproveitem a leitura.

O número 7, chamado muitas vezes o número perfeito, tem tido grande influência na vida da humanidade pagã, como principalmente no calendário bíblico, o 7 está presente em todos os momentos decisivos. No próprio budismo, nos sistemas religiosos da China e do Japão, o 7 tem tido particular virtude.

7 são os dias da semana; 7 são as cores do arco-íris; 7 são as notas musicais; 7 foram os sábios da Grécia; 7 foram as maravilhas do mundo antigo. A Bíblia nos fala do sonho das 7 vacas gordas e das 7 vacas magras,das 7 igrejas, das 7 dores. Segundo a Igreja são 7 sacramentos, 7 os pecados mortais.

Os sete dias da semana

Desde a mais remota antiguidade que os caldeus egípcios e os judeus dividiam os dias em períodos de sete, formando a semana. Na fabulosa Babilônia também a semana era constituída de sete dias. Na Roma pagã o mesmo acontecia, dedicando-se cada dia a uma divindade. assim é que, o primeiro dia era dedicado ao sol, o segundo era o dia da Lua, o terceiro era oferecido a Marte, o quarto a Mercúrio, o quinto a Júpiter o Sexto a Vênus e finalmente o sétimo era consagrado a Saturno.

O mundo caminhou para a frente e quando os cristãos se espalharam e dominaram os povos, adotaram a semana usada no Antigo testamento, mas escolheram o primeiro dia para consagrar a Jesus Cristo (domingo).

Calendário asteca

O interessante é que quando os espanhóis chegaram ao México já encontraram aqueles nativos, que possuíam uma esplendorosa civilização, dividindo a semana em sete dias. Cada dia da semana era, no povo de Montezuma, designado por um animal. Não se sabe, todavia, como poderia aquela raça, que não tinha o menor contato com os povos do ocidente, ter adotado a mesma divisão. Deve ter sido mera coincidência, levada pela força estranha que tem o número sete na vida da humanidade.

Cada religião adota o seu dia santificado. O dia santo dos cristãos é, como todos sabem, o domingo. Mas os gregos antigos adotavam como dia de descanso a segunda-feira; os persas, terça-feira; o dia santo dos assírios era na quarta-feira; dos antigos egípcios era quinta-feira; dos turcos é a sexta-feira e finalmente dos judeus é no sábado.

As sete cores do arco-íris

Arco-íris, também chamado de arco-da-velha, arco-de-deus, arco-da-chuva ou arco-celeste, é um meteoro luminoso, em forma de arco, apresentando as sete cores do espectro solar. Esse fenômeno se dá pela simples refração e reflexão dos raios solares sobre as nuvens.

O arco-íris aparece geralmente na parte do céu oposta ao Sol, em relação ao observador.

As sete cores do arco-íris sucedem-se nesta ordem: vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul, índigo, azul-anil e violeta.

O nome de arco-íris vem da antiguidade pagã que consideravam aquele Arco como uma faixa de íris, mensageira dos deuses.

Segundo a Bíblia, o Arco-íris apareceu pela primeira vez no céu como sinal de reconciliação dado por Deus a Noé, após o dilúvio universal. Daí o seu nome, de Arco de Deus.

As sete notas musicais

As notas musicais são sinais convencionais que servem para representar, por escrito,os sons musicais. São sete esses sinais, cada um com sua forma especial: semi-breve, mínima, semínima, colcheia, semicolcheia, fusa e semifusa. Segundo a ordem quve aqui enumeramos,cada nota tem um valor duplo que daquela que se segue. Assim: a semibreve vale duas mínimas; a mínima vale duas semínimas, etc.

Foi o monge beneditino Gúi de Arezzo, que viveu no século XI, quem deu denominação às sete notas musicais: dó, ré, mi, fá, sol, lá, si. De onde tirou ele essas notas? As seis primeiras notas foram tiradas de uma estrofe do hino de São João,apanhando sempre a primeira sílaba de cada verso. Senão vejamos:

Ut queant laxis

Resonare fibris

Mira Gestorum

Famulti tuorum

Solve polluti

Labii reatum

Sancte Joannes

Durante muito tempo a sétima nota foi chamada B. No século XIII foi o B substituído pela sílaba si (abreviatura de São João). Também por muito tempo a primeira nota foi chamada de ut. No século XVIII, todavia, adotou-se no estudo do solfejo a sílaba dó, por ser menos surda e mais sonora no canto das notas.

A verdade é que, com essas notas musicais, escrevem-se as mais belas páginas, da música clássica ou da música popular, deliciando os homens através dos séculos, sejam eles civilizados vestidos a rigor na Ópera de Paris, esquimós perdidos nas planícies imensas dos gelos eternos, tribos das aldeias da África, beduínos que vem da Pérsia ou indus das ruas de Bombaim.

Os sete sábios da Grécia

Quais foram os sete sábios da Grécia? Foram: Thales de Mileto, Sólon, Bias, Pittacos, Cleóbulo, Myson, Chilon e Cleóbulo.

Todos esses sábios foram não apenas filósofos, como também homens experimentados que puderam dirigir os destinos do povo com bom senso e destemor.

Thales de Mileto

Foi o mais antigo e o mais ilustre dos Sete Sábios da Grécia. Nasceu na cidade de Mileto, noa ano 640 antes do nascimento de Cristo. Foi o fundador da escola Jônica. (A Jônia era uma região da antiga Ásia menor, na costa do Mar Egeu. Deve o seu nome a tribo dos Jônios que, expulsa da Grécia pelos dórios, foi colonizar a costa e as ilhas da Ásia. Os jônios que eram os mais inteligentes e ousados entre os gregos,conquistaram por direito,o primeiro lugar na história das letras, da política e das artes, consequentemente da própria história da civilização. Doze grandes cidades havia na Jônia, entre elas Mileto, onde nasceu Thales, um dos sete sábios da Grécia).

Sólon

Legislador de Atenas, onde nasceu no ano 640 antes de Cristo. Diminuiu os impostos dos cidadãos pobres e deu à cidade uma constituição mais democrática, estabelecendo com isso, a harmonia. Dividiu os cidadãos em classes, não baseadas no nascimento, mas nas suas posses. Desse modo pôde equilibrar o desajustamento social e conceder a todos uma participação no governo. Além de ser famoso legislador, cujo nome passou a ser sinônimo de sábio, Sólon era também poeta consagrado.

Bias 

Nasceu em Priena, no século VI antes de Cristo. Muito consultado pelos seus concidadãos em questões litigiosas, nunca colocou seu talento ao serviço de reivindicações injustas. Granjeou reputação de integridade e foi desse modo proclamado como um dos Sete Sábios da Grécia.

Pittacos

Nasceu em Mitilene, em 650 antes de Jesus Cristo. Era amigo de Sólon a quem muito serviu, dando o melhor de sua inteligência e de seu bom senso, pelas grandes causas do povo. Por isso, ao lado do mestre Sólon, também teve a honra de ser proclamado um dos Sete Sábios da Grécia.

Myson

Era um lavrador da aldeia de Chen, na Lacônia. Platão, no seu Protágoras, é quem o proclama como um dos Sete Sábios da Grécia, em lugar de Periandro, que para alguns autores era um dos Sete Sábios. Mas Periandro não passava de um tirano, odiado pelas suas crueldades e violências. Era tão perverso que perseguiu o próprio filho que foi obrigado a fugir de Corinto, para não ser assassinado pelas mãos de seu progenitor. Matou a sua esposa Melissa a pontapés. Myson era contemporâneo de Anacharsis, também para alguns autores proclamado um dos Sete Sábios da Grécia, substituindo um dos aqui apresentados. Mas Anacharsis, embora fosse um filósofo, era apenas um amigo e protegido do tirano de Corinto, Periandro. Seu nome se agigantou quando ele regressou à sua pátria, Scytha, e foi morto pelo seu próprio irmão, o rei Sáulio, porque o filósofo queria introduzir no país a religião de Demétrio.

Chilon 

Nasceu em Esparta. Era um filósofo consagrado, embora fosse muito lacônico em seu modo de falar. Morreu de modo original. Um dia seu filho saiu vitorioso nos jogos Olímpicos. Ele se abraçou com o filho, rindo, rindo, de tanta alegria que morreu rindo e beijando seu rapaz.

Cleóbulo

viveu por volta de 600 antes de Cristo. Dele sabemos apenas que era poeta e que também compunha enigmas em versos. Sua filha Cleobulina era também poeta.

As sete maravilhas do mundo antigo

Os antigos escolheram sete obras-primas de arquitetura e de escultura, que excitavam a admiração universal, e proclamaram-se as Sete Maravilhas do Mundo. São elas as seguintes: as Pirâmides do Egito, a Estátua de Júpiter Olímpico, O Colosso de Rodes, o Templo de Diana, O Farol de Alexandria, O túmulo de Mausolo e os Jardins Suspensos da Babilônia.

Pirâmides do Egito 

São três as grandes pirâmides. Foram mandadas construir respectivamente por Keops, Kefren e Mikerinos, todos faraós do antigo Egito. O antigo povo egípcio, apesar de viver numa era de grande desenvolvimento material em relação a outras nações do seu tempo, preocupava-se mais com o mundo da eternidade do que com as coisas terrenas. Assim é que, os faraós mandavam erguer as pirâmides – magníficos monumentos sepulcrais, nos quais um dia eles seriam enterrados e tal privilégio também era estendido à rainha, sua esposa.

Até hoje não se sabe de que maneira exata, puderam os egípcios conduzir ao cume das pirâmides os gigantescos blocos de pedra, só suposições. Eles não possuíam máquinas de espécie alguma e tudo era feito à custa do braço e das mãos dos trabalhadores. Por isso mesmo conta a história que dez mil dos cem mil trabalhadores que foram empregados só na construção da maior delas, morreram esmagados pelos blocos imensos. Mas o trabalho tinha de ser feito…

A maior das três pirâmides é a que mandou construir o faraó Keops, e é justamente a chamada a Grande Pirâmide. Tem 450 pés de altura. Está como as outras duas, situada nas proximidades do Cairo, capital do Egito, no vale de Gizé. Como as demais, apesar de construída há mais de cinco mil anos, continua a desafiar o perpassar dos séculos, sendo aliás, das maravilhas da Antiguidade, as únicas que continuam quase inteiramente perfeitas. Magnífico exemplo de arte e arrojo, no interior da Grande Pirâmide há até mesmo canal para ventilação. Foi construída com tal meticulosidade, que se medirmos o perímetro da base, encontraremos, em polegadas egípcias, o número exato de dias e horas que contém um ano. Ostenta uma quantidade infinita de hieróglifos, muitos dos quais já decifrados, mas uma boa parte não conhecido do homem contemporâneo. Podemos memsmo precisar que a Grande Pirâmide foi iniciada no ano de 2.700 antes do nascimento de Cristo.

No tempo dos faraós, a legislação egípcia preceituava que, ao baixarem ao túmulo, os mortos deviam se encontrar envolvidos em roupas de linho branco, bem limpo, do contrário não seriam recebidos pelo grande Osíris (Deus dos Egípcios). Quando morria um faraó, enterravam com ele o seu médico, o seu padeiro, alfaiate, cozinheiro, etc., para que continuassem a servi-lo na outra vida.

Deslumbrando ante aqueles monumentos mudos de um esplendoroso passado, os únicos das Sete Maravilhas da Antiguidade que continuam de pé, Napoleão Bonaparte ao chegar ao Egito disse para os seus soldados: “- Do alto destas pirâmides quarenta séculos nos contemplam”.

Foi aliás, um dos membros da expedição de Napoleão Bonaparte no Egito quem encontrou ali a pedra de Rosetta. Champolion, sábio francês, conseguiu decifrar as inscrições que haviam naquela pedra. E dali encontrou a chave para traduzir a antiga língua egípcia, cujo conhecimento se perdera por mais de 1.500 anos. Foi uma grande descoberta, pois os estudiosos dos hieróglifos puderam mergulhar na longa noite da história de um povo que teve seu apogeu nas ciências, nas artes e na religião. E detalhes da história que a história não contou puderam ser reconstituídos, com retalhos daqui e dali, depois que Champolion forneceu ao mundo aquela preciosa chave. Mas nem todos os hieróglifos conseguiram ser decifrados e ainda hoje os sábios quebram a cabeça no estudo do antigo idioma egípcio.

Estátua de Júpiter Olímpico 

Júpiter, (Zeus) deus da mitologia greco-romana, era venerado com fanatismo, pois era o deus supremo, o pai dos deuses. Na cidade de Olímpia erguia-se a sua estátua colossal, que constituiu uma das Sete Maravilhas do Mundo antigo. Representando Júpiter coroado, a estátua era de ouro, marfim, ébano e mármore. Segundo vários historiadores da época, a base do monumento era a obra mais perfeita da antiguidade.

Na religião dos gregos e dos romanos, Júpiter era o deus supremo, o pai, o senhor dos deuses e dos homens. Mas eram os romanos quem o chamavam de Júpiter, os gregos os chamavam de Zeus. Era, segundo a mitologia, filho de Saturno e de Rhea. Tendo Saturno obtido o reino do seu irmão Titan, ficou convencionado que o primeiro não podia em absoluto criar filhos varões. Assim sendo, Júpiter deveria ser devorado ao nascer , pelo seu próprio pai. Mas a mãe do menino, astuciosamente, pôs no lugar da criança uma pedra, que Saturno devorou. E o menino foi criado secretamente na ilha de Creta, amamentado pela cabra Amalthea. Tinha Júpiter apenas um ano de idade quando Titan soube da fraude e, com seus filhos, foi destronar Saturno, prendendo-o. Júpiter libertou seu pai e o colocou novamente no trono. Mais tarde, receando a ambição de um filho que tinha tanto poder, Saturno armou toda sorte de ciladas para matar Júpiter. Ciente dos desejos do pai, Júpiter baniu-o do Olimpo, apoderando-se dos seus domínios. Então dividiu o império do mundo com os seus irmãos, dando a Netunoos mares, entregando o inferno a Plutão, e reservando para si o céu e a terra.

Júpiter teve de sustentar uma guerra terrível contra os gigantes que tentaram escalar os céus para vingar os titans e para o destronar. Mas, à força de raios, Júpiter destruiu os seus inimigos.

Na cidade Grega de Olímpia, na Élida, na estátua que lhe era consagrado e que constituiu uma das Sete Maravilhas da Antiguidade, ele era representado tendo na mão esquerda o cetro e com a direita lançando o raio. A seus pés estava uma águia com as asas abertas e ao seu lado Ganímedes, seu copeiro.

O Capitólio de Roma também foi erguido em seu louvor.

A estátua de Júpiter olímpico foi destruída por um terremoto no ano de 1215 e nada mais resta desse monumento fabuloso, que deslumbrou os olhos dos da antiguidade e colocava os gregos na dianteira do progresso material e espiritual.

Colosso de Rodhes 

Outra das Sete Maravilhas da Antiguidade era o Colosso de Rhodes, gigantesca estátua de 33 metros de altura, que se via a entrada do porto de Rhodes, ilha do Mediterrâneo (para se ter uma idéia do Colosso de Rhodes, basta dizer que a Estátua da Liberdade, na entrada do do Porto de New York, mede 46 metros de altura; o Cristo Redentor, no Corcovado, no Rio de Janeiro, mede 30 metros de altura, sendo portanto 3 metros mais baixo que a estátua de Rhodes).

O Colosso de Rhodes representava Apolo, o deus do Sol. Foi a estátua erigida no ano 290 antes do nascimento de Cristo, durando sua construção cerca de doze anos. Obra e orgulho dos construtores Charés de Linde e de Laches, foi destruída no ano de 56 por um violento terremoto.

Além de conduzir no céu o carro do sol, Apolo era também, o deus da poesia, da música, da eloquência, da medicina, dos oráculos e das artes. Nasceu na ilha de Delos e apenas saído do berço, com as suas certeiras flechas matou a serpente Píton, que tinha perseguido a sua mãe, por instigações de Juno, deusa orgulhosa e ciumenta. Depois, quando já adulto, ficou irritado porque Júpiter fulminou o seu filho Esculápio. Por isso matou os Cíclopes, que forjavam os raios. Mas Júpiter – o deus supremo – não gostou e, para o castigar, exilou-o sobre a terra. Foi durante certo tempo pastor dos rebanhos de Admeto, rei da Tessália. Ajudado por Netuno, deus que também estava exilado na terra, construiu os muros de Tróia, a fim de que aquela cidade ficasse defendida das invasões. Depois de algum tempo de perambular pela terra, Apolo foi novamente chamado ao céu e encarregado por Júpiter de conduzir o carro do Sol.

Apolo era um jovem de formosura rara, de linhas perfeitas, de físico atraente. E representado ora segurando uma lira, ora um arco. Tem cabelos longos, cercados de uma auréola luminosa.

Templo de Diana 

Uma das Sete Maravilhas da antiguidade era o Templo de Diana, erguido na cidade de Éfeso, na Ásia menor, em honra a Diana, deusa da cidade, protetora dos caçadores. Era o mais belo templo do mundo, em sua época, tendo sido erguido no ano 365 antes de Cristo. Media 133 metros de comprimento por 69 metros de Largura. (A Basílica de São Pedro, no Vaticano, mede 187 metros de comprimento, 135 metros de largura e 45 de altura). O Templo de Diana foi queimado por Eróstato, mas posteriormente os efesianos o restauraram, gastando nada menos de vinte anos de trabalho constante. Mas o templo voltou a ostentar o seu esplendor antigo e constituir o orgulho dos habitantes de Éfeso.

Na mitologia, Diana era filha de Júpiter e Laton, tendo de representar três papéis diferentes, na terra, no céu e nos infernos, pelo que lhe davam três diferentes nomes. Se na terra chamava-se Diana, sendo deusa da caça e da castidade, no céu chamava-se Phebea, e era deusa da Lua, como Apolo, seu irmão, era deus do Sol. Nos infernos chamava-se Hécate, e presidia os encantos e os sofrimentos dos que para lá iam. Os gregos chamavam Diana pelo nome de Artêmis.

Farol de Alexandria

Esse magnífico farol, foi erguido no porto da grande cidade egípcia, quando ela se encontrava em seu apogeu. Fundada por Alexandre, o Grande, em 332 anos antes de Cristo, Alexandria tornou-se capital do Egito no tempo dos Ptolomeus e quando os romanos dominaram aquele país (tempos de Caio Júlio César, Marco Antônio, Otávio, etc.). Na fase de seu esplendor, chegou a ter perto de um milhão de habitantes e, depois de Roma, foi a maior cidade do mundo. Alexandria possuía belos palácios, mesquitas suntuosas, sendo que só uma delas ostentava nada menos de mil colunas, além de fortificações as mais gigantescas do seu tempo. Todavia, era o farol o seu orgulho, constituindo uma das Sete Maravilhas da Antiguidade. Um terremoto o destruiu.

Túmulo de Mausolo

Fabuloso túmulo mandado erguer a Mausolo, por sua esposa Artemisa, no ano 335 antes do nascimento de Jesus Cristo. Mausolo foi rei da Cária, na Ásia Menor. E ao morrer, sua mulher ergueu-lhe aquele túmulo que veio a constituir uma das Sete Maravilhas da Antiguidade. Era um magnífico monumento sepulcral, conhecido pela sua grande opulência.O resultado é que o nome de mausoléu ficou como sinônimo de túmulos magníficos.

Pouco resta dessa relíquia histórica na cidade de Helicarnasso, onde foi construído.

Jardins Suspensos da Babilônia 

A Babilônia foi a capital da Caldéia e de toda a Babilônia, sobre o Eufrates. Nas muralhas muito altas que a cercava ostentava cem magníficas portas de bronze, com 250 torres, mas, o seu grande orgulho eram os Jardins Suspensos, com justiça proclamados uma das Sete Maravilhas da Antiguidade. Por muitos séculos foi a primeira cidade do mundo. Entrou em decadência, mas nenhuma outra ostentou, no seu fausto, tão magníficos palácios e templos tão ricos.

Nabucodonosor II, também chamado Nabopolassar II, que foi rei da Babilônia e de Nínive, tomou Jerusalém e conduziu cativo o rei Joaquim. Quando conquistou o Egito, arrancou grandes riquezas daquela esplendorosa nação para embelezar a Babilônia. Orgulhoso com tantos sucessos, quis que o adorassem como Deus. Durante os seus últimos anos foi perseguido por negra melancolia, chegando-se mesmo a afirmar, que deslumbrado com a beleza dos Jardins Suspensos de sua formosa Babilônia, julgava-se transformado em boi e ali ficava comendo a relva daquela Maravilha da Antiguidade. Nabucodonosor morreu no ano 652 antes de Cristo.

As sete vacas gordas e as sete vacas magras

O faraó do Egito sonhou, certa noite com Sete vacas gordas e Sete vacas magras. José explicou ao Chefe do Egito que aquele sonho anunciava sete anos de prosperidade e sete anos de fome. Graças à decifração do sonho, pôde o povo armazenar o alimento no tempo bom para enfrentar os sete anos de seca e peste. Não fosse a decifração do sonho e o povo egípcio teria sucumbido talvez em sete anos de adversidade.

Os sete sacramentos 

Sacramento é o ato religioso, de instituição divina, para santificação da alma. A Igreja Católica instituiu Sete sacramentos que são: o batismo, a confirmação, a comunhão, a penitência, a extrema-unção, a ordem e o patrimônio.

Os sete pecados capitais 

Pecado capital é aquele que mata espiritualmente o homem, fazendo-o perder a graça de Deus. Segundo a Igreja Católica, são sete os pecados capitais. São os seguintes: soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja e preguiça.


Sete eclipses do ano

O número máximo de eclipses que podem ocorrer em um ano é de sete. Podem ser cinco do Sol e dois da Lua ou quatro do Sol e três da Lua. O número mínimo de eclipses em um ano é de dois e, nesse caso, são ambos do Sol. Mas a natureza que é sábia, prefere o meio termo e, nesse caso, ordinariamente tem lugar quatro eclipses em cada ano.

Para os antigos o eclipse era presságio de calamidades, mas hoje se sabe que é um fenômeno natural na rota dos planetas, pois em cada 18 anos e 11 dias os eclipses se reproduzem matematicamente, surgindo tal qual apareceram anteriormente.

Em quantos dias foi feito o mundo?

Segundo a história sagrada o mundo foi feito em seis dias, tendo o criador no sétimo dia descansado. No princípio criou Deus os céus e a terra. A terra era sem forma e vazia, Deus disse que houvesse luz e houve luz, separando depois o dia e a noite. No dia seguinte ordenou Deus que a terra produzisse erva verde, erva que desse semente, árvores frutíferas, etc. E assim foi Deus ordenando dia a dia, o aparecimento das aves, das feras, do gado, para no último dia – dia sexto – fazer todos os peixes dos mares, sobre todos os animais, sobre toda a terra enfim. Descansou Deus no sétimo dia, abençoado o dia sétimo (domingo para os cristãos).

É essa a história que conhecemos neste lado do hemisfério.

Mas, para os Persas, o Criador não podia gastar tão poucos dias em obra tão maravilhosa que é a natureza, com tantos detalhes curiosos. Segundo os historiadores daquele povo, a criação do mundo gastou nada mais nada menos do que setenta e cinco dias de trabalho intenso.

Só abro um adendo aqui, deste autor, cuidado com as interpretações ao pé da letra, lembrem-se que o tempo de Deus é diferente do tempo do homem, o homem criou os calendários e relógios, o Dia de Deus pode ser até milhões ou bilhões de anos.

Algumas curiosidades sobre o Número 7 na história do Brasil:

– A independência do Brasil é celebrada em 7 de setembro

– A palavra Brasil aparece 7 vezes dentro do hino nacional brasileiro

– Atualmente o país está em sua 7ª constituição

– 7 é o número de cargos eletivos nas eleições brasileiras

– A carta de Pero Vaz de Caminha sobre o Brasil tinha 7 páginas.

Não podemos deixar de falar que, curiosamente, o número 7 está associado a tragédias, observem as notícias, sempre que há uma tragédia, como um acidente, o número 7 aparece, explícito ou implícito, um exemplo, “7 pessoas morreram em tal acidente”, “7 corpos foram encontrados”, ou no final de uma placa de automóvel, ou avião, ou em múltiplos de sete, mas a grande maioria das vezes, este número está lá.

Enquanto houver matemáticos curiosos e jogadores supersticiosos, o número 7 não perderá seus encantos. E também enquanto houver crianças, pois sua mística vem sendo transmitida de geração para geração em várias histórias infantis, como na de Branca de Neve e os Sete Anões.

Referências: